veneno antimonotonia

A poesia

quando chega

não respeita ela chega

De qualquer de seus abismos

desconhece o Estado e a Sociedade Civil

infringe o Código de Águas

relincha

como puta

nova

em frente ao Palácio da Alvorada.

E só depois

reconsidera: beija

nos olhos os que ganham mal

embala no colo

os que têm sede de felicidade

e de justiça

E promete incendiar o país

*subversiva*ferreira gullar

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