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Mostrando entradas de enero, 2010
franny * I´m just sick of ego, ego, ego. My own and everybody else´s. I´m sick of everybody that wants to get somewhere, do something distinguished and all, be somebody interesting. It´s disgusting - it is, it is. I don´t care whar anybody says. * I´m sick of not having the courage to be an absolute nobody.
* salinger 1919-2010 *

mulher vestida de homen

Dizem que à noite Márgara passeiavestida de homen da cabeça aos pés.Vai de terno preto, de chapéu de lebrena cabeça enterrado, assumeo ser diverso que nela se esconde,Ser poderoso: compensaa fragilidade de Márgara na cama.Márgara vai em busca de quê? de quem?De ninguém, de nada, senão de si mesma, farta de ser mulher. A roupa veste-lheoutra existencia por algunas horas.Em seu terno preto, foge das lâmpadasdenunciadoras; foge das persianasabertas; tuyo fogeMárgara homen só quando noite.Calças compridas, cigarro aceso(Márgara fuma, vestida de homen)corta, procissão sozinha, as ruasque jamais viram mulher assim.Nem au a vejo, que estou dormido.Sei que me contam. Não a viu ninguém?Mas é voz pública: chapéu desabado,Casimira negra, nergas botinasTalvez bengala,Talvez? Revólver.Esta noite –já decidi- levanto,saio solerte, supreendo Márgara,olho bem prara elae não exclamo, reprovandoa clandestina veste inconcebível.Sou seu amigo, sem desejo,amigo-amigo puro,desses de compreender sem pregunta…

veneno antimonotonia

A poesiaquando cheganão respeita ela chegaDe qualquer de seus abismosdesconhece o Estado e a Sociedade Civilinfringe o Código de Águasrelinchacomo putanovaem frente ao Palácio da Alvorada.E só depoisreconsidera: beijanos olhos os que ganham malembala no coloos que têm sede de felicidade e de justiçaE promete incendiar o país*subversiva*ferreira gullar
*
Pela primeira vez infringi a regra de ouro e voei pra cima sem media as conseqüências. Por que recusamos ser proféticas? E que dialeto é ese para a pequeña audiencia de serão? Voei pra cima: é agora, coração, no carro em fogo pelos ares, sem uma graça atravesando o estado de São Paulo, de madrugada, por você, e furiosa: é agora, nesta contramão.
* ana cristina cesar mocidad independiente * en veneno antimonotonia poemas contra o tédio *